sexta-feira, dezembro 14, 2007

Sexta-feira, 14 de dezembro de 2007.

Nem sempre quem conta um conto aumenta um ponto.

sábado, novembro 17, 2007

Sem título!

Ééééééé, você tá em todos os momentos que eu vivo e que eu desejoooo..
Lalalaaaa...

sexta-feira, setembro 21, 2007

Sexta-feira, 21 de setembro de 2007.

Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto (...)

domingo, setembro 16, 2007

Rifa.

Rifa-se um coração. Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga. Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário. Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas. Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu "...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...". Um idealista...Um verdadeiro sonhador... Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras. Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo. Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções. Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer" Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente. Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo. Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que,mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.

domingo, setembro 02, 2007

(whatever will be, will be)

Meuu :/
Queria vomitar tudo que eu sinto.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Boa Sorte.

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte

Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz

Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

terça-feira, agosto 28, 2007

Fazendo algum sentido...

Pergunta pra coisa que não tem resposta, só sentindo. Né?!

domingo, agosto 26, 2007

963258147

"os olhos mentem dia e noite
a dor da gente"

domingo, agosto 12, 2007

É.

'Muitos irão notar isso ainda hoje, outros demorarão anos até caírem na real. Até lá, o mundo vai oferecer doses de ilusão, pessoas vão ser refúgios e corações vão ser partidos. Mas acima disso, há uma sensação mais forte, porque eu ainda creio que não há lugar melhor pra se viver do que no calor do nosso corpo. E essa constatação existe quando nós perdemos e na rasura que deixa ilegível seu mapa mental, uma tarde de domingo aparece, o choro vem e você busca trilhões de motivos dentro da caixa chamada coração. São tantos mistérios ainda a serem revelados e saber que eles vão tirar o seu ar e de alguma maneira mudar sua alma dá medo, dá uma doce esperança para quem tanto precisa.
Porque mesmo que seja bobagem para alguns, a esperança é o que se precisa abraçar quando tudo o que você tinha de sólido, vira uma grande dúvida incalculável. Quando perder algo significa querer voltar... Às vezes perder é constatar uma preciosidade do passado. Quantas perdas você teve nesse ano? Quantas conquistas você, em silêncio, viveu? Dizem que não arriscar nada é arriscar tudo, portanto quem souber lidar com a balança das derrotas e vitórias estará a um passo na frente de todos, respirará ares muito mais puros, mesmo morando no coração de uma grande cidade. Equilibrar a balança é inspirar como se fosse à primeira vez.
E que no fôlego dos novos ares, você saiba estar próximo de quem te dá ânimo pra viver, daqueles que te calam com atitudes inexplicáveis. Conheça as verdades de quem tem muito pra te falar, e não fuja das longas conversas que vão estremecer o que você tinha como certo. Seja rápido, reconheça seus amigos, reconheça suas paixões e arrisque de olhos fechados antes que o tempo transforme tudo em passado. Saiba que esses anos são os melhores da sua vida, saiba que a juventude traz pequenas sensações que você jamais viverá quando mais velho. Que as simples situações, como um telefonema quando você menos espera, podem te dar um sorriso que vale milhões.
Enfrentando épocas de loucura, dias nublados, não recuse o desconhecido, abrace-o com a força que só você pode ter, ousando ser e ter o que sempre quis, feche janelas, mas nunca feche todas as portas. Descubra o prazer começando pelo começo, não tenha pressa. Quando há reciprocidade, não há fuga. Entenda de uma vez por todas que você não pode ter tudo.. Entenda aos pouquinhos se quiser, mas se algo desejado não der certo, encare a perda com lágrimas nos olhos, mas não perca jamais esse desejo mais puro de segurar a felicidade.
Essa felicidade que pode ser perigosa, mas é a única que pode te salvar do inferno dos dias, das noites que são apenas escuros e dos rostos que são apenas rostos. A felicidade que só sua alma reconhece nesse momento reside em algum lugar, encontre-a. Respire esse novo fôlego e ouse acreditar que todo esse mundo foi feito para você e tem o seu nome escrito em cada estrada, em cada pedra que você pisar, como uma tatuagem, como a mais forte lembrança de dias que serão inesquecíveis.'

Ódio.

Malditas lembranças que me atormentam.

sábado, agosto 11, 2007

Não deveria se chamar amor.

O amor que eu te tenho é um afeto tão novo que não deveria se chamar amor. De tão irreconhecível, tão desconhecido que não deveria se chamar amor. Poderia se chamar nuvem porque muda de formato a cada instante. Poderia se chamar tempo porque parece um filme a que nunca assisti antes. Poderia se chamar la-bi-rin-to porque sinto que não conseguirei escapulir. Poderia se chamar a u r or a, pois vejo um novo dia que está por vir. Poderia se chamar abismo, pois é certo que ele não tem fim. Poderia se chamar horizonte que parece linha reta, mas sei que não é assim. Poderia se chamar primeiro beijo porque não lembro mais do meu passado. Poderia se chamar último adeus que meu antigo futuro foi abandonado. Poderia se chamar universo porque sei que não o conhecerei por inteiro. Poderia se chamar palavra louca que na verdade quer dizer: aventureiro. Poderia se chamar silêncio porque minha dor é calada e meu desejo é mudo. E poderia simplesmente não se chamar para não significar nada e dar sentido a tudo.

terça-feira, agosto 07, 2007

Tudo se compõe, e se decompõe.

Um mesmo alguém sempre presente. Numa alegria-triste. Numa certeza-incerta. Numa esperança-desesperançosa.E depois de ti tem que haver algo. Não se sabe quando, onde, como. Mas isso não pode ser definivo. É preciso um chão. Você tirou o meu. Primeiro me colocando nas nuvens. Mas me dando a mão. E me mostrando que eu poderia sim viver dos meus sonhos. Naquele mundo alegre, sincero e terno. Depois você me soltou. Quando eu ainda não tinha aprendido em definitivo. E vou caindo, caindo, procurando o chão. Que não chega. Uma sensação de procura ad infinitum. Sem graça. Não dá para me devolver o meu pedaço de chão? Que tal entrega a domicílio?

quinta-feira, agosto 02, 2007

Para a tristeza.

Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta, mas quero deixar de ver você por uns tempos. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas. Não nego sua importância; em diversos momentos difíceis da minha vida você permaneceu comigo, mesmo quando todos se
afastaram. Só que, com você, sinto que não ando para a frente. Esse seu pessimismo me atrapalha.

Tenho tentado evitar você de todas as maneiras, e isso não é legal. Ainda mais porque sei que se magoa por qualquer coisinha. Mas basta você chegar e lá se vai minha alegria. Não agüento mais os seus assuntos mórbidos, a sua cara desanimada. Até sexo, com você, ficou sem graça. Nada mais broxante do que gente que chora durante a transa.

Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando em tudo que você dizia. Que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Você é péssima conselheira para suas parceiras - que o digam a Marilyn e a Sylvia*. Agora, chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar uns tempos comigo. Ela me elogia, sabe? Você? O único elogio que eu lembro de ter ouvido de você foi que eu fico bem de olheiras.

Veja bem: não estou dizendo que quero acabar com você para sempre. Sei que estou presa a você, de uma forma ou de outra, pelo resto da vida. E podemos muito bem ter os nossos momentinhos juntas, aos domingos ou em longas tardes de poesia. Só não posso é continuar à mercê dos seus péssimos humores, dia após dia, sabendo que você nunca irá mudar. Chega de fornecer moradia à sua pesada existência.

Desde pequena, abro mão de muita coisa pela sua companhia. Festas a que não fui porque você não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque você exigiu de mim total atenção, amigas que perdi porque insisti em levar você comigo a todos os lugares. Ora, tristeza, tente ao menos ser mais leve. Sorria de vez em quando, pare um pouco de se lamentar. Ou vai continuar sendo assim: ninguém querendo ficar com você. Não vou cobrar o que deixei de ganhar por sua má influência, pois sei que tristezas não pagam dívidas. Mas quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui.

Por favor, não tente entrar em contato comigo com as mesmas velhas razões de sempre. Não é a fria lógica dos seus argumentos que irá guiar meu coração daqui por diante. Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim. Cansei da sua falta de senso de humor, do seu excesso de zelo. Vá resolver as suas carências em outro endereço.

Como me disse o Lulu, hoje de manhã, no carro, a caminho do trabalho: "Não te quero mal, apenas não te quero mais".

Bye-bye,

Fernanda Young

segunda-feira, julho 30, 2007

Talk Shows On Mute

Take a bow
Pack on powder
Wash 'em out with buzzing lights
Pay an audience to care
"Impress me" personality

Still and transfixed
The electric sheep are dreaming of your face
Enjoy you from the chemical
Comfort all America

Come one, come all
Into 1984
Yeah, three, two, one
Lights, camera, transaction

Quick, your time is almost up
Make all forget that they're the moth
Edging in towards the flame
Burn into obscurity

Still and transfixed
The electric sheep are dreaming up your fate
And judge you from the card castle
Comfort all America

Come one, come all
Into 1984
Yeah, three, two, one
Lights, camera, transaction

Your foundation is canyoning
Fault lines should be worn with pride
I hate to say it but
You're so much more
You're so much more
Endearing with the sound turned off

Sem título.

Esquecer o espaço, o tempo e o viver
Perder a noção do que é ter a noção do perder

quinta-feira, julho 26, 2007

O tempo.

Incrível como o tempo faz com que várias coisas mudem.

terça-feira, julho 24, 2007

Algum rancor desnecessário.

'Às vezes você luta mil vezes para não acreditar no que está à sua vista. Você faz de tudo para pensar que está delirando. Embora aconteça de todas as pecinhas do quebra-cabeça encaixarem perfeitamente. E você ainda assim insiste em pensar que está especulando. Você chega a sentir-se culpado por imaginar tal possibilidade. Mas chega uma hora que não dá mais. Você vislumbra claramente aquilo que se projetava com algum sentido apenas em sonho. Das entrelinhas se formam placas com luz néon na sua cara. A desconfiança vira certeza. A verdade sempre vem à tona. Por mais tempo que demore no limbo. Madre Tereza de Calcutá morreu há algum tempo. Eu nunca mais vou me culpar pelos meus pensamentos intuitivos. Estava na cara desde sempre. Bastava empreender alguma atenção mais dedicada no olhar. Nesse caso, tenho pena de quem enganou e não de quem foi enganado. É possível que até tenhas uma colheita vasta. Mas os frutos serão podres.'

sábado, julho 21, 2007

De dor, de nada, de tudo, de não saber.

'.,

Tu sabia que teu nome faz a saudade cair feito uma tempestade, daquelas lotadas de raios e trovoadas, em cima de mim? Pois é, meu amor, ando carente do seu colo. Então, vim, com as letrinhas, tentar arrumar um meio de desafogar pelo menos um tiquinho. Vou logo direto ao ponto que me aflige: Eu não sei estar nesse lugar que eu estou. É isso e isso é sério, ., me ajuda. Eu fico o tempo inteiro querendo e desquerendo as coisas. Eu não estou sabendo mais lidar com essa oposição dentro de mim. Um passo pra frente vem sempre seguido de um passo para trás e eu não saio do lugar. E ao mesmo tempo, quando olho pra mim, me percebo num lugar totalmente novo e diferente. Eu acho que estou parada, mas na verdade nunca estou permanente em canto nenhum. Parece que uma entidade sobrenatural me muda de lugar por conta própria. Acho que essa entidade sobrenatural é o que convencionaram chamar de tempo. O tempo corre mesmo que a vontade não queira, não é? O tempo corre sem esperar por ninguém. É um juiz intransigente que dá o ponto de partida sem se importar em saber quando estamos prontos pra ir. Por quê ele não diz: em suas marcas, preparados, um, dois, três e já? Não, ele não faz isso. Vai e pronto. Não dá tempo de chegar na marca, tampouco de se preparar, muito menos de contar um, dois, três e já. Quando a gente vê, já foi. Pra quê essa aceleração toda? É um tempo tão apressado, ., que eu não dou conta. Quando vou pro mundo cronológico vejo que o que eu pensei que tinha acontecido semana passada já ta é completando aniversário. Tu não acha isso tudo muito louco?'

sexta-feira, julho 20, 2007

Underoath.

Close my eyes, just for tonight..

Fernanda Young

Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando sinto-me atacada. Não como cebola. Só ando no banco da frente dos carros. Mas não imponho a minha pessoa a ninguém. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. Acho sim, que, às vezes, dou trabalho. Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.

quarta-feira, julho 18, 2007

É.

Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ou esperança. Mas só fico aqui parado, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada.



Caio F.

domingo, julho 15, 2007

Ao Sono.

Ontem, mais uma vez, esperei horas e você não veio. Hoje, passei a manhã inteira irritada por causa disso. Aí, você me chega depois do almoço, sem a menor explicação, como se isso fosse normal. Eu cheia de coisas para fazer e você querendo me levar para tomar um café. Está querendo acabar comigo, é isso?
Uma amiga minha me abriu os olhos: nós dois estamos vivendo uma relação doentia. Eu estou me sujeitando aos seus horários e você está desrespeitando os limites. Não é porque eu vou para a cama com você que eu deixei de chefiar o órgão onde você exerce a sua função.
Você tem faltado muito e estou cansada disso. Quando não falta, demora para chegar e vem disperso, agitado, não ajudando em nada. Eu preciso de você tranqüilo, cumprindo seu dever, todos os dias, oito horas por dia, igual a todo mundo. Ou não posso garantir o bom funcionamento da nossa unidade.
Sono, sinceramente, qualquer probleminha que surge, você some. Tudo serve de desculpa para você não aparecer: uma conta para pagar, uma viagem de negócios, um caso de doença na família. Por mais que eu não queira te prejudicar, não posso agüentar um sono assim, tão inconstante.
A partir desta noite, não quero mais nenhuma irregularidade sua. Não estou exigindo que você seja perfeito, mas, na próxima vez que eu tiver de remediar alguma ausência de sua parte, vou tomar medidas extremamente fortes. E não me importam as reações. Desejo uma convivência leve e sadia entre nós, mas prefiro ter você sempre pesado do que sofrer as conseqüências da atual situação.
Não posso entender por que você mudou tanto. Lembro das agradáveis noites que passamos juntos - você eventualmente profundo, muitas vezes superficial, mas sempre presente em minha vida. Mesmo durante o dia, você dava um jeito de estar ao meu lado quando eu ficava deprimida, de cuidar de mim quando eu ficava com febre, de aliviar meu stress quando eu trabalhava demais.
Agora, quase nunca posso contar com você. Você só aparece quando bem quer e quando eu menos preciso: num cinema, numa festa, num restaurante. Sua presença, antes tão gratificante, ultimamente só serve para me atrapalhar. Você jamais consegue estar comigo nas horas importantes, tem sempre algo complicado impedindo-o de chegar; mas sei de outras mulheres que dormem com você sem a menor dificuldade. Liguei para uma colega minha, noite dessas, para reclamar de mais uma das suas fugidas, e ela teve o desplante de dizer que não podia falar comigo porque estava na cama com você.
Enfim, estou com olheiras, e é por sua culpa. Mas sei que necessito dos seus serviços, então lhe dou este ultimato. Ou você toma jeito e volta a me deixar em paz ou você afunda junto comigo.


Fernanda Young

sábado, julho 14, 2007

Sem título também.

I want to give you my breath, my strength,
my will to be here
That's the least I can do,
Let me cater to you
Through the good (good)
The bad (bad)

the ups and the downs (ups and downs)
I'll still be here for you
Let me cater to you
Cause you're beautiful (you're beatiful)
I love the way you are (you are)
Fullfill your every desire (desire)
Your wish is my command (command)
I want to cater to my man
Your heart (your heart)
So pure your love shines through (shines through)
The darkness we'll get through (so much)
So much of me is you (is you)
I want to cater to my man


Aquela música! IAOSDHAOISDHOAS
Biiiiiii, minha parceirinha preferida. Cúmplice.
HAHA
Te amo demais, meeesmo!

sexta-feira, julho 13, 2007

Sem título.

Escuto a minha cama me chamar. HAHAHAHA
FÉÉÉÉÉÉRIAS! Amém.

quarta-feira, julho 11, 2007

John Lennon

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

terça-feira, julho 10, 2007

Sem título.

Se hoje eu arroto indiferença é porque já comi muito dela nessa vida.

quinta-feira, julho 05, 2007

Preguiça & Gula.

Malditos pecados.

Espera.

'O inesperado é um dos supostos contrários daquilo que se espera, portanto é sempre decepcionante. E como o que se espera é o ideal , e o ideal não existe, resta - nos a decepcao como a alternativa única, virando uma premissa básica para o ato de esperar. O que se espera, então e a decepção, mesmo que seja ela exatamente aquilo que não desejamos. Um raciocínio tão negativo que nem deveria ser traduzido em palavras, porque elas sempre vão soar fora de lugar. Já que fora de lugar soam todos os discursos pessimistas..'

Fernanda Young

quarta-feira, julho 04, 2007

Paulinho Moska - A Seta e o Alvo

Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

terça-feira, julho 03, 2007

Eu devo estar enlouquecendo.

Eu devo estar, mesmo.

Engraçado (estranho).

É engraçado como às vezes preciso de um tapa na cara pra ver o que está à minha frente. Engraçado como quando me dão conselhos e eu não os ouço, os conselheiros estavam completamente certos. Engraçado como quando me dão conselhos e eu os sigo, os conselheiros estavam completamente errados. Engraçado como eu miro na cabeça e acerto o tiro no pé. Engaçado que eu sei qual caminho certo seguir, mas sempre desvio para o errado esperando que alguém me resgate. Engraçado como todos os meus planos dependem 90% dos pensamentos, atitudes e rações de pessoas que não têm nada a ver com os meus. Engraçado como quando acontece alguma mudança na minha vida, eu descubro que preferia como era antes.

segunda-feira, julho 02, 2007

Reconstruir.

'Eu, que sempre achei que tinha o gosto pelo desconhecido, me vejo agora assim, de outra forma. Porque tudo é sempre novo e desconhecido. Sempre. E no mundo há os que vão porque acreditam que sempre chegam e outros que só vão se mantiverem seus planos de retorno. Esses são os que pensam que foram. E eu, só penso que fui, quando começo a destruir os caminhos de volta. Preciso que a volta, se acontecer, seja por um caminho novo. E às vezes volto, só para reconstruir esse caminho. Quero chegar, sempre há como chegar - eu acredito. Porque sei que não existe vitória sem dor, e sei que não tenho medo da dor - dor não mata. Mas também não sei se fortalece. Estar disposta ao risco, me permite ir sempre. E a vida vira uma brincadeira de quebrar e consertar. De desarrumar e arrumar. De destruir e reconstruir. Porque tudo me insatisfaz. Tudo. E tudo o que eu conquisto fica chato e óbvio. Preciso inventar caminhos novos para estar em lugares diferentes, mas nunca perdi de vista a minha casa. E destruir os caminhos foi só um jeito de me sentir corajosa. Sempre voltei para casa.'

quinta-feira, junho 28, 2007

Poder além da vida.

A jornada é o que nos traz a felicidade.

quarta-feira, junho 27, 2007

Antes tarde do que nunca.

'Se você tiver preguiça de ler essa carta, afinal você nunca foi dado às leituras permeadas de sentimento e emoção, não há tempo, veja aqui a imagem de um ponto final, e entenda isso como o desfecho do nosso encontro. A partir de agora, enfim, somos apenas desencontro. Nossa estória foi mantida por muito mais tempo do que deveria. Acho que em algum momento a gente confundiu ponto final com vírgula e ficou, ridicularmente, arrastando algo que já estava concluído. Trabalhando somente apêndices. Desnecessidades, desperdícios. Talvez seja muita pretensão dizer que foi em vão, porque mesmo nos nossos erros a gente pode aprender alguma lição. Eu devo ter aprendido uma coisa ou outra. Nesse instante, te digo que a lição mais forte foi a de um jeito de não querer estar no mundo nunca mais. Vou levando comigo, junto com meus cds e com meus livros que você nunca leu, algumas imagens bonitas que protagonizei na sua companhia. É, foram importantes os momentos em que meu olho brilhou acreditando com toda intensidade que aqueles beijos eram somente meus. A ilusão da felicidade é o melhor nutriente para uma alma. Hoje eu me pergunto como eu consegui ser tão ingênua? Você despejou tanto sinal no caminho e eu fiz que não vi. A gente emburrece fácil, não é? Perdi a visão, perdi os sentidos, perdi o senso. Caí direitinho na sua armadilha, na sua estratégia, no seu clichê. Você é tão lugar-comum. Parece estar sempre repetindo padrões de comportamento, seguindo uma fórmula já testada e aprovada. Cansei disso. Eu saio dessa a fim de mergulhar em coisas claras e transparentes. Você não sabe o que é isso. Como eu consegui me conformar tantas vezes com incertezas? Você contribuiu pra minha insegurança, alimentava meus medos, você me fez mal. Bom é crescer junto, é reciprocidade, é compartilhamento, é estar junto na mesma intensidade, na mesma sensação, dando a mesma importância. Com você, eu vejo que eu vivi muito mais de ilusão do que de verdade. Você é o ator mais talentoso que eu já conheci. Você convence muito bem. Você deixa a platéia convicta de que uma poça de lama é um mar de rosas numa facilidade impressionante. Palmas pra você. Quanta esperteza! A gente entende o amor de modos muito diferentes. Você precisa de justificativas pro amor, você precisa dizer que ama porque isso, porque aquilo, porque mais aquilo outro. Eu não, eu quero um amor que seja igual a música do Chico, eu amo porque é essa pessoa e porque sou eu, e, exatamente por isso, não poderia ser diferente. Porque era ela e porque era eu: a gente se ama. Pronto. Simples, não é? Como eu pude deixar por tanto tempo você brincando de fazer com que eu me sentisse tão mal? Demorou, mas eu consegui sair dessa. Um pouco machucada, é certo, mas um tanto mais sagaz. Consegui livrar-me das amarras de estar na sua platéia. Sei que você não vai mudar qualquer coisa depois de mim, vai continuar aí, com seu circo colorido armado, assumindo a fantasia de palhaço, de mágico, de malabarista, de acordo com a necessidade da platéia. Você é muito competente no que se presta a fazer. Haverá sempre uma ou outra especialmente seduzida por você, igual a mim, num tempo remoto. Você me fez acreditar que era amor. Não era. Vai lá, continuar teu show, você tem tantos truques na mala pra mostrar. Esconde-esconde só é brincadeira bonita quando a pessoa é criança. Não vou dizer pra você crescer, porque sou eu quem tem que crescer. Crescer e entender que, para algumas pessoas, o tempo de máscaras não acontece apenas no carnaval.'

terça-feira, junho 26, 2007

Do cansaço.

'Cansada é como me vejo refletida pelo espelho de manhã. Vejo minha boca que mente por mim e meus olhos que dizem a verdade, inconscientes. Cansada mentalmente, por tentar me enganar. Por aguentar o que as pessoas fazem, por esperar por elas e, até mesmo, o que não fazem. Mas eu engulo, eu levo adiante, eu finjo muito bem. Tudo se transformando numa angústia parada na garganta, esperando para sair à tona. Mas eu não deixo, eu não digo, eu sei fingir. Nada disso importa, ninguém realmente se importa afinal, é o que relembro todos os dias. Acordo e me vejo ali, o olhar me desmentindo, repassando mentalmente como será mais esse dia, escondendo por trás dos olhos a verdadeira pessoa patética, cansada de si, fingindo entre palavras e sorrisos falsos, fugindo da canseira que me consome, mas que eu finjo tão bem, tão bem (ou nem tanto).'

domingo, junho 24, 2007

Precisa-se.

Sendo este um jornal por excelència e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama.
Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.
P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.

Clarice Lispector, Aprendendo a Viver

quinta-feira, maio 31, 2007

Hahaha.

City And Colour - Forgive Me
Dallas Green

So I'll cross my heart
And hope to die
Before I have a chance to lie
To you my dear
Oh I wish no harm
I know the end will turn out wrong
See I've been known to fall in love
But sometimes love just is not enough
My heart will stray
Before too long
So please listen when I sing this song
I sing this song