segunda-feira, julho 30, 2007

Talk Shows On Mute

Take a bow
Pack on powder
Wash 'em out with buzzing lights
Pay an audience to care
"Impress me" personality

Still and transfixed
The electric sheep are dreaming of your face
Enjoy you from the chemical
Comfort all America

Come one, come all
Into 1984
Yeah, three, two, one
Lights, camera, transaction

Quick, your time is almost up
Make all forget that they're the moth
Edging in towards the flame
Burn into obscurity

Still and transfixed
The electric sheep are dreaming up your fate
And judge you from the card castle
Comfort all America

Come one, come all
Into 1984
Yeah, three, two, one
Lights, camera, transaction

Your foundation is canyoning
Fault lines should be worn with pride
I hate to say it but
You're so much more
You're so much more
Endearing with the sound turned off

Sem título.

Esquecer o espaço, o tempo e o viver
Perder a noção do que é ter a noção do perder

quinta-feira, julho 26, 2007

O tempo.

Incrível como o tempo faz com que várias coisas mudem.

terça-feira, julho 24, 2007

Algum rancor desnecessário.

'Às vezes você luta mil vezes para não acreditar no que está à sua vista. Você faz de tudo para pensar que está delirando. Embora aconteça de todas as pecinhas do quebra-cabeça encaixarem perfeitamente. E você ainda assim insiste em pensar que está especulando. Você chega a sentir-se culpado por imaginar tal possibilidade. Mas chega uma hora que não dá mais. Você vislumbra claramente aquilo que se projetava com algum sentido apenas em sonho. Das entrelinhas se formam placas com luz néon na sua cara. A desconfiança vira certeza. A verdade sempre vem à tona. Por mais tempo que demore no limbo. Madre Tereza de Calcutá morreu há algum tempo. Eu nunca mais vou me culpar pelos meus pensamentos intuitivos. Estava na cara desde sempre. Bastava empreender alguma atenção mais dedicada no olhar. Nesse caso, tenho pena de quem enganou e não de quem foi enganado. É possível que até tenhas uma colheita vasta. Mas os frutos serão podres.'

sábado, julho 21, 2007

De dor, de nada, de tudo, de não saber.

'.,

Tu sabia que teu nome faz a saudade cair feito uma tempestade, daquelas lotadas de raios e trovoadas, em cima de mim? Pois é, meu amor, ando carente do seu colo. Então, vim, com as letrinhas, tentar arrumar um meio de desafogar pelo menos um tiquinho. Vou logo direto ao ponto que me aflige: Eu não sei estar nesse lugar que eu estou. É isso e isso é sério, ., me ajuda. Eu fico o tempo inteiro querendo e desquerendo as coisas. Eu não estou sabendo mais lidar com essa oposição dentro de mim. Um passo pra frente vem sempre seguido de um passo para trás e eu não saio do lugar. E ao mesmo tempo, quando olho pra mim, me percebo num lugar totalmente novo e diferente. Eu acho que estou parada, mas na verdade nunca estou permanente em canto nenhum. Parece que uma entidade sobrenatural me muda de lugar por conta própria. Acho que essa entidade sobrenatural é o que convencionaram chamar de tempo. O tempo corre mesmo que a vontade não queira, não é? O tempo corre sem esperar por ninguém. É um juiz intransigente que dá o ponto de partida sem se importar em saber quando estamos prontos pra ir. Por quê ele não diz: em suas marcas, preparados, um, dois, três e já? Não, ele não faz isso. Vai e pronto. Não dá tempo de chegar na marca, tampouco de se preparar, muito menos de contar um, dois, três e já. Quando a gente vê, já foi. Pra quê essa aceleração toda? É um tempo tão apressado, ., que eu não dou conta. Quando vou pro mundo cronológico vejo que o que eu pensei que tinha acontecido semana passada já ta é completando aniversário. Tu não acha isso tudo muito louco?'

sexta-feira, julho 20, 2007

Underoath.

Close my eyes, just for tonight..

Fernanda Young

Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando sinto-me atacada. Não como cebola. Só ando no banco da frente dos carros. Mas não imponho a minha pessoa a ninguém. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. Acho sim, que, às vezes, dou trabalho. Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.

quarta-feira, julho 18, 2007

É.

Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ou esperança. Mas só fico aqui parado, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada.



Caio F.

domingo, julho 15, 2007

Ao Sono.

Ontem, mais uma vez, esperei horas e você não veio. Hoje, passei a manhã inteira irritada por causa disso. Aí, você me chega depois do almoço, sem a menor explicação, como se isso fosse normal. Eu cheia de coisas para fazer e você querendo me levar para tomar um café. Está querendo acabar comigo, é isso?
Uma amiga minha me abriu os olhos: nós dois estamos vivendo uma relação doentia. Eu estou me sujeitando aos seus horários e você está desrespeitando os limites. Não é porque eu vou para a cama com você que eu deixei de chefiar o órgão onde você exerce a sua função.
Você tem faltado muito e estou cansada disso. Quando não falta, demora para chegar e vem disperso, agitado, não ajudando em nada. Eu preciso de você tranqüilo, cumprindo seu dever, todos os dias, oito horas por dia, igual a todo mundo. Ou não posso garantir o bom funcionamento da nossa unidade.
Sono, sinceramente, qualquer probleminha que surge, você some. Tudo serve de desculpa para você não aparecer: uma conta para pagar, uma viagem de negócios, um caso de doença na família. Por mais que eu não queira te prejudicar, não posso agüentar um sono assim, tão inconstante.
A partir desta noite, não quero mais nenhuma irregularidade sua. Não estou exigindo que você seja perfeito, mas, na próxima vez que eu tiver de remediar alguma ausência de sua parte, vou tomar medidas extremamente fortes. E não me importam as reações. Desejo uma convivência leve e sadia entre nós, mas prefiro ter você sempre pesado do que sofrer as conseqüências da atual situação.
Não posso entender por que você mudou tanto. Lembro das agradáveis noites que passamos juntos - você eventualmente profundo, muitas vezes superficial, mas sempre presente em minha vida. Mesmo durante o dia, você dava um jeito de estar ao meu lado quando eu ficava deprimida, de cuidar de mim quando eu ficava com febre, de aliviar meu stress quando eu trabalhava demais.
Agora, quase nunca posso contar com você. Você só aparece quando bem quer e quando eu menos preciso: num cinema, numa festa, num restaurante. Sua presença, antes tão gratificante, ultimamente só serve para me atrapalhar. Você jamais consegue estar comigo nas horas importantes, tem sempre algo complicado impedindo-o de chegar; mas sei de outras mulheres que dormem com você sem a menor dificuldade. Liguei para uma colega minha, noite dessas, para reclamar de mais uma das suas fugidas, e ela teve o desplante de dizer que não podia falar comigo porque estava na cama com você.
Enfim, estou com olheiras, e é por sua culpa. Mas sei que necessito dos seus serviços, então lhe dou este ultimato. Ou você toma jeito e volta a me deixar em paz ou você afunda junto comigo.


Fernanda Young

sábado, julho 14, 2007

Sem título também.

I want to give you my breath, my strength,
my will to be here
That's the least I can do,
Let me cater to you
Through the good (good)
The bad (bad)

the ups and the downs (ups and downs)
I'll still be here for you
Let me cater to you
Cause you're beautiful (you're beatiful)
I love the way you are (you are)
Fullfill your every desire (desire)
Your wish is my command (command)
I want to cater to my man
Your heart (your heart)
So pure your love shines through (shines through)
The darkness we'll get through (so much)
So much of me is you (is you)
I want to cater to my man


Aquela música! IAOSDHAOISDHOAS
Biiiiiii, minha parceirinha preferida. Cúmplice.
HAHA
Te amo demais, meeesmo!

sexta-feira, julho 13, 2007

Sem título.

Escuto a minha cama me chamar. HAHAHAHA
FÉÉÉÉÉÉRIAS! Amém.

quarta-feira, julho 11, 2007

John Lennon

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

terça-feira, julho 10, 2007

Sem título.

Se hoje eu arroto indiferença é porque já comi muito dela nessa vida.

quinta-feira, julho 05, 2007

Preguiça & Gula.

Malditos pecados.

Espera.

'O inesperado é um dos supostos contrários daquilo que se espera, portanto é sempre decepcionante. E como o que se espera é o ideal , e o ideal não existe, resta - nos a decepcao como a alternativa única, virando uma premissa básica para o ato de esperar. O que se espera, então e a decepção, mesmo que seja ela exatamente aquilo que não desejamos. Um raciocínio tão negativo que nem deveria ser traduzido em palavras, porque elas sempre vão soar fora de lugar. Já que fora de lugar soam todos os discursos pessimistas..'

Fernanda Young

quarta-feira, julho 04, 2007

Paulinho Moska - A Seta e o Alvo

Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

terça-feira, julho 03, 2007

Eu devo estar enlouquecendo.

Eu devo estar, mesmo.

Engraçado (estranho).

É engraçado como às vezes preciso de um tapa na cara pra ver o que está à minha frente. Engraçado como quando me dão conselhos e eu não os ouço, os conselheiros estavam completamente certos. Engraçado como quando me dão conselhos e eu os sigo, os conselheiros estavam completamente errados. Engraçado como eu miro na cabeça e acerto o tiro no pé. Engaçado que eu sei qual caminho certo seguir, mas sempre desvio para o errado esperando que alguém me resgate. Engraçado como todos os meus planos dependem 90% dos pensamentos, atitudes e rações de pessoas que não têm nada a ver com os meus. Engraçado como quando acontece alguma mudança na minha vida, eu descubro que preferia como era antes.

segunda-feira, julho 02, 2007

Reconstruir.

'Eu, que sempre achei que tinha o gosto pelo desconhecido, me vejo agora assim, de outra forma. Porque tudo é sempre novo e desconhecido. Sempre. E no mundo há os que vão porque acreditam que sempre chegam e outros que só vão se mantiverem seus planos de retorno. Esses são os que pensam que foram. E eu, só penso que fui, quando começo a destruir os caminhos de volta. Preciso que a volta, se acontecer, seja por um caminho novo. E às vezes volto, só para reconstruir esse caminho. Quero chegar, sempre há como chegar - eu acredito. Porque sei que não existe vitória sem dor, e sei que não tenho medo da dor - dor não mata. Mas também não sei se fortalece. Estar disposta ao risco, me permite ir sempre. E a vida vira uma brincadeira de quebrar e consertar. De desarrumar e arrumar. De destruir e reconstruir. Porque tudo me insatisfaz. Tudo. E tudo o que eu conquisto fica chato e óbvio. Preciso inventar caminhos novos para estar em lugares diferentes, mas nunca perdi de vista a minha casa. E destruir os caminhos foi só um jeito de me sentir corajosa. Sempre voltei para casa.'