quarta-feira, agosto 29, 2007

Boa Sorte.

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte

Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz

Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

terça-feira, agosto 28, 2007

Fazendo algum sentido...

Pergunta pra coisa que não tem resposta, só sentindo. Né?!

domingo, agosto 26, 2007

963258147

"os olhos mentem dia e noite
a dor da gente"

domingo, agosto 12, 2007

É.

'Muitos irão notar isso ainda hoje, outros demorarão anos até caírem na real. Até lá, o mundo vai oferecer doses de ilusão, pessoas vão ser refúgios e corações vão ser partidos. Mas acima disso, há uma sensação mais forte, porque eu ainda creio que não há lugar melhor pra se viver do que no calor do nosso corpo. E essa constatação existe quando nós perdemos e na rasura que deixa ilegível seu mapa mental, uma tarde de domingo aparece, o choro vem e você busca trilhões de motivos dentro da caixa chamada coração. São tantos mistérios ainda a serem revelados e saber que eles vão tirar o seu ar e de alguma maneira mudar sua alma dá medo, dá uma doce esperança para quem tanto precisa.
Porque mesmo que seja bobagem para alguns, a esperança é o que se precisa abraçar quando tudo o que você tinha de sólido, vira uma grande dúvida incalculável. Quando perder algo significa querer voltar... Às vezes perder é constatar uma preciosidade do passado. Quantas perdas você teve nesse ano? Quantas conquistas você, em silêncio, viveu? Dizem que não arriscar nada é arriscar tudo, portanto quem souber lidar com a balança das derrotas e vitórias estará a um passo na frente de todos, respirará ares muito mais puros, mesmo morando no coração de uma grande cidade. Equilibrar a balança é inspirar como se fosse à primeira vez.
E que no fôlego dos novos ares, você saiba estar próximo de quem te dá ânimo pra viver, daqueles que te calam com atitudes inexplicáveis. Conheça as verdades de quem tem muito pra te falar, e não fuja das longas conversas que vão estremecer o que você tinha como certo. Seja rápido, reconheça seus amigos, reconheça suas paixões e arrisque de olhos fechados antes que o tempo transforme tudo em passado. Saiba que esses anos são os melhores da sua vida, saiba que a juventude traz pequenas sensações que você jamais viverá quando mais velho. Que as simples situações, como um telefonema quando você menos espera, podem te dar um sorriso que vale milhões.
Enfrentando épocas de loucura, dias nublados, não recuse o desconhecido, abrace-o com a força que só você pode ter, ousando ser e ter o que sempre quis, feche janelas, mas nunca feche todas as portas. Descubra o prazer começando pelo começo, não tenha pressa. Quando há reciprocidade, não há fuga. Entenda de uma vez por todas que você não pode ter tudo.. Entenda aos pouquinhos se quiser, mas se algo desejado não der certo, encare a perda com lágrimas nos olhos, mas não perca jamais esse desejo mais puro de segurar a felicidade.
Essa felicidade que pode ser perigosa, mas é a única que pode te salvar do inferno dos dias, das noites que são apenas escuros e dos rostos que são apenas rostos. A felicidade que só sua alma reconhece nesse momento reside em algum lugar, encontre-a. Respire esse novo fôlego e ouse acreditar que todo esse mundo foi feito para você e tem o seu nome escrito em cada estrada, em cada pedra que você pisar, como uma tatuagem, como a mais forte lembrança de dias que serão inesquecíveis.'

Ódio.

Malditas lembranças que me atormentam.

sábado, agosto 11, 2007

Não deveria se chamar amor.

O amor que eu te tenho é um afeto tão novo que não deveria se chamar amor. De tão irreconhecível, tão desconhecido que não deveria se chamar amor. Poderia se chamar nuvem porque muda de formato a cada instante. Poderia se chamar tempo porque parece um filme a que nunca assisti antes. Poderia se chamar la-bi-rin-to porque sinto que não conseguirei escapulir. Poderia se chamar a u r or a, pois vejo um novo dia que está por vir. Poderia se chamar abismo, pois é certo que ele não tem fim. Poderia se chamar horizonte que parece linha reta, mas sei que não é assim. Poderia se chamar primeiro beijo porque não lembro mais do meu passado. Poderia se chamar último adeus que meu antigo futuro foi abandonado. Poderia se chamar universo porque sei que não o conhecerei por inteiro. Poderia se chamar palavra louca que na verdade quer dizer: aventureiro. Poderia se chamar silêncio porque minha dor é calada e meu desejo é mudo. E poderia simplesmente não se chamar para não significar nada e dar sentido a tudo.

terça-feira, agosto 07, 2007

Tudo se compõe, e se decompõe.

Um mesmo alguém sempre presente. Numa alegria-triste. Numa certeza-incerta. Numa esperança-desesperançosa.E depois de ti tem que haver algo. Não se sabe quando, onde, como. Mas isso não pode ser definivo. É preciso um chão. Você tirou o meu. Primeiro me colocando nas nuvens. Mas me dando a mão. E me mostrando que eu poderia sim viver dos meus sonhos. Naquele mundo alegre, sincero e terno. Depois você me soltou. Quando eu ainda não tinha aprendido em definitivo. E vou caindo, caindo, procurando o chão. Que não chega. Uma sensação de procura ad infinitum. Sem graça. Não dá para me devolver o meu pedaço de chão? Que tal entrega a domicílio?

quinta-feira, agosto 02, 2007

Para a tristeza.

Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta, mas quero deixar de ver você por uns tempos. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas. Não nego sua importância; em diversos momentos difíceis da minha vida você permaneceu comigo, mesmo quando todos se
afastaram. Só que, com você, sinto que não ando para a frente. Esse seu pessimismo me atrapalha.

Tenho tentado evitar você de todas as maneiras, e isso não é legal. Ainda mais porque sei que se magoa por qualquer coisinha. Mas basta você chegar e lá se vai minha alegria. Não agüento mais os seus assuntos mórbidos, a sua cara desanimada. Até sexo, com você, ficou sem graça. Nada mais broxante do que gente que chora durante a transa.

Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando em tudo que você dizia. Que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Você é péssima conselheira para suas parceiras - que o digam a Marilyn e a Sylvia*. Agora, chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar uns tempos comigo. Ela me elogia, sabe? Você? O único elogio que eu lembro de ter ouvido de você foi que eu fico bem de olheiras.

Veja bem: não estou dizendo que quero acabar com você para sempre. Sei que estou presa a você, de uma forma ou de outra, pelo resto da vida. E podemos muito bem ter os nossos momentinhos juntas, aos domingos ou em longas tardes de poesia. Só não posso é continuar à mercê dos seus péssimos humores, dia após dia, sabendo que você nunca irá mudar. Chega de fornecer moradia à sua pesada existência.

Desde pequena, abro mão de muita coisa pela sua companhia. Festas a que não fui porque você não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque você exigiu de mim total atenção, amigas que perdi porque insisti em levar você comigo a todos os lugares. Ora, tristeza, tente ao menos ser mais leve. Sorria de vez em quando, pare um pouco de se lamentar. Ou vai continuar sendo assim: ninguém querendo ficar com você. Não vou cobrar o que deixei de ganhar por sua má influência, pois sei que tristezas não pagam dívidas. Mas quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui.

Por favor, não tente entrar em contato comigo com as mesmas velhas razões de sempre. Não é a fria lógica dos seus argumentos que irá guiar meu coração daqui por diante. Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim. Cansei da sua falta de senso de humor, do seu excesso de zelo. Vá resolver as suas carências em outro endereço.

Como me disse o Lulu, hoje de manhã, no carro, a caminho do trabalho: "Não te quero mal, apenas não te quero mais".

Bye-bye,

Fernanda Young