domingo, março 30, 2008

Amores e desamores.

Como dizia o ensaísta suiço Denis de Rougemont em A história do amor no Ocidente, "o amor feliz não tem história. Só o amor ameaçado é digno de um romance."

quarta-feira, março 26, 2008

Descobertas da vida.

Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere. Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem! Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é melhor do que nada!
Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, março 24, 2008

Lição.

É melhor ficar 5 minutos com o rosto vermelho do que com um sorriso amarelo pro resto da vida.


domingo, março 23, 2008

Clarice Lispector.

"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves foram as únicas que o vento não conseguiu levar!"

quinta-feira, março 20, 2008

Registrando o dia.

terça-feira, março 18, 2008

O pensar tirou férias e é tudo pelo sentir. Pelo sentir-se muito bem.

'Pode ser que daqui a um tempo não seja mais tão assim. Pelas estatísticas é até natural que não seja. Mas por enquanto está sendo. E isso é perfeito. A vida vai seguindo muito feliz. Se amanhã não for mais como é, para quê antecipar hoje esse amanhã? Por hoje basta. E esse hoje bastará enquanto for hoje. Ademais, vai chegar um dia em que o amanhã terá nome de hoje. E quem sabe não permaneceremos assim? Seja para contrariar as estatísticas, seja porque não pode ser diferente. Porque tem coisa que tem que ser e pronto. Não adianta querer mudar. E ainda bem que existe esse tipo de coisa.'

segunda-feira, março 17, 2008

Gabriel Garcia Marque.

É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.



A vida ideal consiste em ter bons amigos, bons livros e uma consciência sonolenta.

Mark Twain


Bom, então não me falta absolutamente nada.

domingo, março 16, 2008

Domingo, 16 de março de 2008.

Eis o meu segredo. É muito simples... Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

Antoine de Saint Exupéry - O Pequeno Príncipe

sexta-feira, março 14, 2008

Sexta-feira, 14 de março de 2008.

Enfim, sexta-feira. As semanas estão passsando tão rapido que nem dá tempo de respirar direito. Meu sonho vai me guiando, me levando cada vez mais longe. E eu chego cada vez mais perto. Entende? Encontrei um caminho bonito, onde não há atalhos e nem pedras que façam eu desviar..
Roubei a felicidade e fugi com ela.

Provérbio.

Não há bem que sempre dure, nem mal que sempre se ature.

quinta-feira, março 13, 2008

Quinta-feira, 13 de março de 2008.

E quando eu falo que eu já nem quero, a frase fica pelo avesso. Meio na contra-mão.

Quem de nós dois - Ana Carolina

Quarta-feira, 12 de março de 2008.

Amor com tempo de perder a hora.
Amor pra sempre.
Amor agora.

quarta-feira, março 12, 2008

Terça-feira, 11 de março de 2008.

Odeio que queiram me fazer entender o que eu já entendo faz tempo. Não me digam o que fazer se eu não perguntei. Não se metam na minha vida. Não pensem que sabem mais de mim do que eu mesma. Não tirem conclusões das minhas atitudes, ou falta delas. São todas baseadas em fatos.
Odeio pessoas que não possuem vida própria e seus desejos se baseiam em méritos de terceiros. São desejos que surgem de fora para dentro, e nunca, de dentro para fora. É como se essas pessoas fossem ocas.
Eu gosto de gente que seja o meu oposto ou não tão similar, que tenha sonhos, idéias, opiniões, ilusões, estilos, ou todas essas coisas que tornam pessoas parecidas, diferente de mim. Elas não me cansam tanto assim. Uma pessoa se torna interessante quando tem algo pra oferecer diferente do que você já está acostumado, por isso nunca tive melhores amigos que fossem parecidos comigo.
Além do meu problema em cultivar qualquer tipo de relacionamento, minha outra dificuldade é relembrar acontecimentos. Esqueço de fatos, mentiras ou verdades, esqueço. O que fica das supostas lembranças e momentos, são os sentimentos dentro de mim pelo que vive. A saudade de uns e o abuso de outros. Resumiu-se basicamente nisso. Saudade, abuso. Abuso, saudade.
E já que estou relevando algumas coisinhas, porque não salientar meu ciúme. Ciúme é medo de perder, perder o que você possui, no entanto ciúme é possessividade. Sou uma pessoa ciumenta e possessiva. Logo, egoísta. Isso é feio, eu sei. Desde que me conheço por gente sou assim, mas esses sentimentos nunca transpareceram tão bem como vêm fazendo há meio ano. E Deus criou o amor e o Diabo inventou o ciúme.
E com todas essas voltas que o mundo dá, a cada volta saio modificada, sou constantemente uma volta mais experiente. E isso faz diferença, mas não me torna menos ciosa. Risos.


terça-feira, março 11, 2008

Acredite.

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.

CL.

segunda-feira, março 10, 2008

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.

Amores impossíveis.

'Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos, fortes, morenos, sensuais, possíveis e aquele baixinho, meio esquisito, que não sai da sua cabeça. Impressionante como a gente sofre por nada. Um cheiro que mexe com você, um jeito de olhar contido, uma idéia inteligente, várias na verdade. Não, não é nada disso, a gente sofre é pela impossibilidade. Desde que o mundo é mundo não há nada mais afrodisíaco do que a proibição. E se a Julieta tivesse visto o Romeu acordar com mau hálito? E se o Romeu descobrisse o chulé da Julieta? Convivência é foda. Pois é, aquele baixinho esquisito não pertence ao grupo dos amores possíveis, a graça dele pode durar uma eternidade, dependendo do seu grau de estupidez criativa. Ele não quer nada com você, já tem alguém, pertence a um caminho que passa longe do seu, sabe cumé? Pertence ao campo dos idealizados, sonhados e distantes, o que faz dele enorme, lá no pedestal. E nada melhor do que as lacunas da improbabilidade para esquentar uma paixão. Nessas lacunas você tem espaço para criar a história como quiser, ganha poder, inventa. Ele é seu, seu personagem. Nesses espaços livres você coloca todos os seus sonhos, toda a sua imaginação. Cenas completas com fundo musical e palavras certas, finais e desfechos inesperados. Quando você menos espera, ele faz mais parte da sua vida do que você mesma. Mas a realidade aparece mais cedo mais tarde, vem como uma angústia. Parece vontade de fazer xixi, mas é tesão reprimido. Tesão reprimido deve dar câncer. Era só um cara interessante, agora pode te matar. Pronto, você está apaixonada. E a paixão tem suas etapas. Primeiro a negação: eu apaixonada? Imagina. Ele é impossível, nunca vai me dar bola. Depois a maximização: ele é mais inteligente, mais bonito, mais engraçado. E todos os mais possíveis para que ele seja mais desafio para você, mais inveja para as suas amigas, se você aparecer com ele na festa, mais fadinhas dançantes para fazer cosquinha no seu ego problemático. Daí é a vez da "superlativização": em vez de ser mais, ele é "o mais", o mais fodido, o mais inteligente e o mais gostoso. E você está a um passo do endeusamento: "ele é único", aí fodeu. Se ele é único, ele é a sua única chance de ser feliz. E, se ele não quer nada com você, você acaba de perder a sua única chance de ser feliz. Bem-vinda à depressão. Como você é ridícula, amor platônico é para adolescentes. Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade, de felicidades possíveis. De realidade. E você eternamente trancada na porta que o mundo fechou na sua cara. Fazendo questão de questionar e atentar o inexistente. Vá viver um grande amor. Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?'

domingo, março 09, 2008

Sem tempo.

Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.

sábado, março 08, 2008

De perto, ninguém é normal.

Caetano Veloso.

sexta-feira, março 07, 2008

Dos sentidos para os sorrisos.

'Se os olhos agora se fecham, apenas deixam que o sentidos façam a parte da verdade e do coração que ao longe está. A imensidçaõ do silêncio nunca fez tanto sentido e nem deixou tantas palavras sem sentido. Saber do que somos feitos dentro de nós mesmos e não entender mais nada, perder o tempo, sair da existência. Se a plenitude pudesse ser descrita e se pudéssemos transcrevê-la, com toda a certeza do mundo a faríamos. Mas, descrever é limitar a extensão dos sentidos, então prefiro deixar em branco, sem cores, sem som, sem fala, sem visão, sem tato, sem nada.. apenas deixar, deixar fluir como as águas que correm, o sol que nasce e se põe, mas nunca tem fim. Tenho voltado a escrever a esmo, entendido melhor as subjetividades, encontrado simples fatos cotidianos, dado as mãos pra´s estrelas, visitado o céu; todos os dias. Tenho sorrido com os olhos, amado com as mãos mais do que jamais havia, entregado dons, decifrado olhares, sentido. Tenho estado leve independentemente de qualquer acontecimento. Tantas coisas maravilhosas: pequenas ou gigantes, a simplicidade e a doçura são sublimes.'

terça-feira, março 04, 2008

Fazendo algum sentido.

Precisa deixar respirar, até respirar junto - o mesmo ar. E, quando menos se esperar, que fantástico, é hora de voltar a brincar.

segunda-feira, março 03, 2008

So say goodbye to love, and hold your head up high.

Como diria a música..



Vai tomar no cu.

Tolerar sempre é ruim. É como uma bomba relógio. Ou como um abscesso que vai enchendo, enchendo, enchendo. Até acontecer algum fato sem noção e estoura-lo. Total. Contrário é o que acontece com a compreensão. Diferente da idéia de compreensão baseada no amor que todos devem estar imaginando agora, a compreensão deriva tanto lógica quanto linguisticamente de conhecimento. Logo, de poder. Quem compreende sempre será mais esperto, saberá anteceder erros e conviver melhor com as diferenças. Mas tudo isso vira merda se em determinado momento o individuo não aceitar o fato de que ganhos implicam em pequenas perdas. E isso foge da fria racionalidade como o diabo foge da cruz (se é que ele foge mesmo). Daí o link pro amor, pro irracional, pro emotivo. Que ironicamente também é fonte das mais bestiais rivalidades que se tem noticia. Daí a necessidade desse sentimento intraduzível. Ou traduzível até demais... Daí... Mais nada. Só vida e além. Mas de uma coisa eu sei. Tentou compreender, conseguiu, mas não aceitou, melhor se afastar do que tolerar. Sempre.


E é esse finalzinho que importa.

102º

“Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver (…) o hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que se ver. Gente, coisas e bichos. E vemos? Não, não vemos. (…) Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos”.

Otton Lara Resende

domingo, março 02, 2008

101º

Pode ser tarde; mas, com certeza, é a hora mais intrigante.

100º postagem.

Distância.

E não há vampiro que se aproxime mais de mim, querendo sugar minhas energias. Hãm.

sábado, março 01, 2008

#53

Agora eu entendo o porquê de contos de fadas acabarem em "foram felizes para sempre". Não há mesmo jeito de se falar de felicidade à altura da sensação. As palavras sempre saem devendo muito à realidade. Por isso, nessa fase de final de contos de fadas diários, eu me dou o direito de ficar calada. Dizendo as coisas somente através de sorrisos ou de olhos que brincam de ser sol.