quinta-feira, janeiro 29, 2009

Ensaio sobre a cegueira.

Se antes de cada ato nosso nós pudéssemos prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão.

José Saramago.

Um título original.

'A felicidade era um pouco como voar, pensou, como ser uma pipa. Dependia de quanto barbante a gente dava.'

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Por ti, besta.

Te amo de todas as maneiras possíveis.

Lembranças.

'Quando o tempo é guardado nunca é por inteiro. São pedaços de retalhos costurados que se traduzem em dizeres, escritas, sonhos, gestos e pontinhas de esperança. Esperança como aquele finalzinho do lápis de cor azul que já cabe na palma da mão. São pedaços que por si só são só pedaços. Mas se houver o tal do arremedo formam o tempo das lembranças. Usam-se colas. E delas, podem se formar abismos ou jardins.
É perigoso escrever porque o tempo que foi guardado volta a pairar dentro da gente. E se escreve para guardar o tempo. Assim mesmo, numa confusão absurda de horas, pessoas e palavras.'

sábado, janeiro 24, 2009

Pau no cu.

Paaaaauuuuuuuu no cuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, pra ti amor.

sábado, janeiro 10, 2009

Mutações.

"Estou aqui, sentada, com os pensamentos me conduzindo pelo mundo afora e para dentro de mim mesma, enquanto tento registrar no papel essa viagem. Quero escrever sobre o amor - sobre o ser humano - so bre solidão - sobre a existência de uma mulher. Quero escrever sobre um encontro, numa ilha. Um homem que mudou minha vida. Quero escrever sobre uma mutação que foi acidental e uma outra, deliberada. Quero escrever sobre momentos que considero dádivas, bons e maus momentos. Não creio que minha parcela de conhecimento ou de experiência seja maior do que a de qualquer outra pessoa. Realizei um sonho - e tive mais dez, em lugar dele. Vi o outro lado de uma coisa cintilante. (...)"

Liv Ullmann

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Mutações.

"O círculo se fechou. Nada termina jamais. Onde quer que alguém plante raízes brotadas do seu eu mais puro ou verdadeiro, ali encontrará um lar. Voltar não é revisitar algo que falhou. Posso percorrer antigas trilhas sem amargura, porque outros pés agora têm prazer com elas."

Liv Ullmann